A nostalgia e resistência a mudanças das gerações passadas ficam quase emudecidas diante da voracidade com que a tecnologia se insere em nossa rotina. O que era novidade até ontem já é habitual e obrigatório hoje.

Estamos cada dia mais ininterruptamente conectados. O que não é difícil, diante da imensa variedade e multifuncionalidade dos aparelhos. Um mesmo tablet pode ser uma câmera, um vídeo game, um notebook ou um jornal, e portanto, a chance de ficarmos grudados nele o tempo todo é enorme e perfeitamente compreensível.

Porém, muito mais do que receber conteúdo, queremos cada vez mais produzi-lo. Com tantos caminhos, possibilidades e dispositivos eletrônicos diferentes, poderíamos até pensar: será que damos conta? Como tornar tantos canais diferentes importantes e interessantes? A resposta é simples: basta se olhar no espelho.

O ser humano nunca esteve tão interessado nele mesmo. Uma constante e digital troca de opiniões próprias, criações, gostos e estilos de vida. E quanto mais aumenta esse interesse, maiores se tornam as possibilidades de conectividade, compartilhamento e quantidade de recursos.

No fundo, a mídia somos nós.

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