Uma questão que vem incomodando muito dentro das redes sociais são as páginas de marcas apelativas.

Sim, apelativas, que postam qualquer tipo de conteúdo em busca de números e “engajamento”, mandando pro beleléu toda uma estratégia de comunicação pertinente ao cliente.

Não citaremos os nomes por motivos éticos, mas diremos que uma marca de roupas para o público jovem/adulto postou nesta semana uma foto do Ronald McDonald comprando um lanche no Burger King. A foto é engraçada e tal, faz sucesso nas páginas de humor pela internet, o que nos leva à questão: o que isso tem a ver com roupas, moda ou estilo?

Pode-se argumentar que essa é a linha de comunicação da loja. Mas não é. O público da marca é masculino e jovem, vende suas roupas para meninos com estilo cool, diferenciado e classe média/alta. Os produtos têm qualidade, ou seja, não são camisetas divertidas com frases engraçadas como muitas que viraram moda e vemos por aí atualmente.

Vamos à outra questão: até que ponto vale a pena apresentar um relatório cheio de números no final do mês se o verdadeiro conceito da marca foi deturpado? É muito provável que os curtidores estejam lá apenas pra receber imagens de humor em seu feed, fazendo com que marca fale com outro público que pode não estar interessado em seus produtos.

Nossa maior preocupação é quando isso vira uma bola de neve e faz com que mais e mais clientes tomem páginas assim como exemplo, apenas focados em números e deixando a estratégia de comunicação em segundo plano.

Enxergamos as redes sociais como canais perfeitos para construir e fortalecer o branding, transformar a marca em uma Lovermark.

Certo ou errado?

De uma coisa temos certeza e nosso redator de plantão pode afirmar com propriedade:

“A loja em que passo de vez em quando em frente à vitrine não é a mesma que posta atualizações de status no meu feed do Facebook.”

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