Pensamento Interativo

O digital invadiu o real:
a palavra da vez é integração.

Faltam só dois dias para o carnaval e todo mundo já está sonhando em cair na folia, certo? Não para a nossa gerente de contas, Luah Leon, que gosta de aproveitar o feriado prolongado para viajar e descansar.

Mas nem sempre foi assim, quando criança ela adorava ir para rua pular carnaval e brincar com os amigos. Nós a entrevistamos e a conversa rendeu boas histórias e lembranças do carnaval na sua infância e adolescência.

– Quais são as suas lembranças do carnaval na infância?

Eu pulava carnaval na rua da casa que eu morava, lá em Nova Iguaçu, onde passavam as escolas de samba. Eu lembro que tinham duas escolas grandes na região: a Unidos da Uva e a Império de Belford Roxo. O meu pai desfilava quase todo ano na Unidos da Uva, e, era a escola que eu torcia. Eu nunca desfilei, mas era muito legal porque ficava todo mundo junto brincando e assistindo ao desfile, que acontecia bem em frente ao meu condomínio. O carnaval era uma época muito boa, todo ano a gente esperava por essa data, porque lá onde eu morava não havia muitas opções de lazer. Então, no carnaval, todo mundo dos bairros no entorno de Nova Iguaçu ia para o centro, onde fechavam a rua para o desfile e para o pessoal pular carnaval. Todas as crianças ficavam brincando de correr atrás dos Bate Bolas, era muito divertido!

– Qual era a sua fantasia preferida? Por quê?

Eu não costumava usar fantasias muito elaboradas não, colocava apenas umas máscaras e uns acessórios de carnaval. Mas eu sempre quis me fantasiar de Jade, personagem da novela O Clone, da TV Globo.

– Conte uma história engraçada que aconteceu no carnaval:

História engraçada eu não me lembro, mas tenho uma história trágica que eu não esqueço. Quando tinha uns 18 anos, eu e meus amigos alugamos uma casa em Iguaba para passar o carnaval. Só que deu tudo errado e, no terceiro dia de carnaval, roubaram todo o nosso dinheiro! E, então, passamos todo o resto do carnaval dentro de casa e sem dinheiro para nada.

– Para você, quais são as principais diferenças do Carnaval na sua infância para o atual?            

Antigamente, a gente tinha um pensamento mais infantil, tudo era muito divertido! Os blocos eram muito legais e eu adorava sair para ver as escolas de samba desfilarem. Acho que a principal diferença entre o meu carnaval de antigamente e de hoje, é que antes era só diversão, e atualmente é muito mais uma época para descansar.

Hoje em dia, eu não tenho mais paciência para ir a bloco, primeiro porque é uma grande dificuldade para ir ao banheiro e, também, porque quase não há segurança nos blocos, então acontecem muitos assaltos. Não que antigamente não tivesse, mas com o crescimento dos blocos, o índice de criminalidade aumentou muito. Acho que o que mais contribuiu para essa mudança foi a divulgação dos blocos. Antigamente, eles não eram tão divulgados, já hoje em dia, são super divulgados na mídia e nas redes sociais, por exemplo, o que acaba atraindo muito mais pessoas. Os blocos cada vez mais cheios tornaram-se um chamariz para os ladrões, e como, infelizmente, não temos uma polícia digna para proteger a sociedade, muitas pessoas acabam sendo assaltadas no meio dos blocos.

– Quais são seus planos para esse Carnaval?

Rede, sombra, água fresca e cerveja gelada. Eu vou viajar com a minha família e amigos para uma casa de praia em São Pedro da Aldeia. Meu carnaval vai ser mais para descansar mesmo.

Quem escreveu:

Luísa Mello

Luísa Mello

Carioca e jornalista de formação, vivendo no mundo do Marketing Digital. Adora moda, artes, decoração e diferentes culturas. Sua grande paixão: viajar. Morou em Madrid por seis meses, onde conheceu pessoas interessantes e aprendeu a enxergar o mundo de outra forma.

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