Chegando depois

Uma piada contada duas vezes não tem a mesma graça.
Pior se for contada por alguém que sabe que você já a ouviu antes.

Estou escrevendo este post por causa de duas campanhas novas: uma da Claro e outra da Microsoft. Ambas me fizeram pensar se existe uma justificativa plausível para uma empresa fazer a mesma coisa que a concorrente.

A Claro entrou com uma campanha chamada “mobilidade numérica”, abordando o direito do consumidor de trocar de operadora e manter seu número. A abordagem é descaradamente a mesma que a campanha do desbloqueio criada pela Oi e que está rendendo algumas disputas judiciais entre as duas operadoras.

Existem duas questões: a primeira é que tanto o desbloqueio quanto a tal portabilidade são direitos do consumidor assegurados pela Anatel. A malandragem da Oi foi antecipar a data limite a lei entrar em vigor e promover o desbloqueio fazendo parecer como se fosse idéia dela. Mas daí vir a Claro com o mesmo papo é dose. Será que ela não sabe que lemos jornal? A propaganda que ouvi foi veiculada na Band News FM cujo público é no mínimo esclarecido.

É o caso das empresas perceberem que é muito difícil fazer algo inovador, mas é mais difícil ainda fazer melhor depois que alguém fez primeiro.

O outro caso é mais engraçado, mas não menos importante. Trata-se da campanha de meros 300 milhões de Dólares para tentar apagar a hilária imagem que Apple fez da M$ através do mega case de sucesso “I`m a PC”.

Não se trata de contra-ataque, mas de um investimento para sanar uma cicatriz, mas que fica óbvio quem foi o vencedor da batalha. Na briga entre a Microsoft e Apple, Bill Gates piscou primeiro.

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