Fonte: Solstice Mobile Blog

 

O Google Glass vem sendo anunciado como a nova maravilha do milênio (depois dos ultrabooks, tablets, smartphones… onde eu estava mesmo?) na parcela da imprensa que é entusiasta dos avanços tecnológicos. E sim, se você pertence à área ou gosta de tecnologia como nós, você precisa saber o que esse novo gadget faz.

Mas, na realidade, mais interessante ainda do que o advento do Google Glass em si são as reações que ele vem causando. Nos Estados Unidos, o aparato está sendo visto como um invasor da privacidade alheia e, por isso, já foi vetado de antemão o seu uso em determinados estabelecimentos comerciais. Assustados com iminente possibilidade de serem vigiados todo o tempo, os americanos de visão mais apocalíptica criaram até mesmo um site chamado “Stop the Cyborgs” com o intuito de alertar e convencer o público, de uma forma geral, de que o recém-nascido da Google seja uma ameaça à sua privacidade (você também pode ver uma lista, em inglês e bastante desconexa, de 35 “fatores preocupantes” do Google Glass aqui).

Enquanto isso, alheio às repercussões negativas e confiante na sua nova “next big thing”, o cofundador da Google Sergey Brin promete que o Google Glass pode tirar você do isolamento provocado pelos Smartphones, que ele comparou a uma castração, um eterno “esfregar um pedaço de vidro sem muitos recursos”. Curiosamente, a primeira geração do Google Glass dependerá da conexão com um restritivo Smartphone para funcionar.

De qualquer forma, fato mesmo é que, invasivo ou não, ele será lançado e estará por toda parte (quantas pessoas você conhece que já disseram um dia que não precisava de smartphones e mudaram de ideia pouco tempo depois?), cabe a você decidir experimentar e tirar suas próprias conclusões sobre as possibilidades de um novo modelo de interação tecnológica ou ater-se à segurança do que já lhe é conhecido. O que não cabe, nessa situação, é achar que você poderá, de algum modo, deixar que essas inovações lhe passem despercebidas.

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