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O uso inteligente da tecnologia no combate ao Ebola

 

Iniciativas de mobilização usam da internet para tocar o público e ajudar na crise mundial

Não é todo dia que o mundo encara uma tragédia como a volta do Ebola. O surto já matou mais de 5 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e não está contido. Por isso, algumas marcas começaram se mobilizar em prol da causa.

Mark Zuckerberg está realmente envolvido com o Ebola: não apenas doou pessoalmente 25 milhões de dólares para o combate à epidemia, como também está falando diretamente com os usuários de sua rede social sobre o problema. O Facebook passou a disponibilizar o botão “donate”, através do qual os usuários podem ajudar na arrecadação de fundos para os doentes na África. Além disso, na página Fight Ebola são disponibilizadas informações sobre a doença e sobre as instituições as quais estão apoiando, como, por exemplo, a Cruz Vermelha.

ebola facebook

 

Não para por aí: a rede está provendo conectividade de internet na Guiné, Libéria e Serra Leoa para ajudar os médicos e voluntários a traçar e coordenar as ações de contenção da doença, além de, em parceria com a UNICEF, exibir informações no feed do Facebook acerca da prevenção, detecção e tratamento do Ebola para quem está nas zonas afetadas pela doença ou áreas próximas. Incrível, tirei o chapéu!

Outra gigante da tecnologia, o Google também decidiu se mobilizar em prol das pessoas atingidas pelo vírus. Seguindo na linha de Mark Zuckerberg, Larry Page, diretor executivo e cofundador da empresa, anunciou que a fundação de sua família doaria 15 milhões de dólares para a causa. Já em sua campanha de arrecadação de fundos, o Google anunciou que direcionaria 10 milhões de dólares à campanha e dobraria o valor doado por outras pessoas físicas ou jurídicas no site Fight Ebola with Google até que as cifras somassem a meta de 7.5 milhões de dólares (encaminhados para organizações como Médicos Sem Fronteiras e Save the Children).

Fight Google

 

E, por fim, a ação mais tocante na minha opinião, que foi do grupo Band Aid, organização de cantores britânicos e irlandeses criada para a gravação da música “Do They Know it’s Christmas?” (“Eles sabem que é Natal?”, em português) em 1984 com o objetivo de arrecadar fundos para a fome na Etiópia. Após 30 anos, o clássico foi regravado para ajudar aos atingidos pelo Ebola.

Confira a versão original do vídeo:

O novo “elenco”, composto de algumas das maiores estrelas da música do Reino Unido, contou com nomes como Ellie Goulding, Ed Sheeran, One Direction, Bono Vox (U2) e Chris Martin (Coldplay). A letra da canção foi adaptada para o seu novo motivo.

Emocione-se com o vídeo dos cantores gravando “Do They Know it’s Christmas?” no estúdio:

O dinheiro arrecadado com a venda via iTunes e visualização via streaming no Youtube da música, que ficará disponível no Spotify até janeiro, será doado para auxiliar as nações que lutam contra o Ebola. Também é possível doar pelo telefone, pelo aplicativo Band Aid 30 e pelo site do grupo. O sucesso da iniciativa foi tamanho que, em apenas cinco minutos de música disponível, mais de 1 milhão de libras (cerca de 4 milhões de reais, com a conversão) haviam sido levantados. Veja aqui também os artistas participantes, informações sobre o Ebola e saber mais sobre a união destes cantores.

Acho fantástico ver o Google e o Facebook, que chegam a bilhões de pessoas no mundo, tendo consciência de seu papel social e manifestando-se a respeito de algo importante como a epidemia do Ebola. Principalmente o Facebook, já que ele usou da sua própria ferramenta para divulgar informações úteis e promover a arrecadação de donativos.

A iniciativa do grupo Band Aid não fica atrás: eles conseguiram organizar nomes que atraem o público e a mídia e se atualizar no tempo, arrecadando dinheiro através de um aplicativo mobile, visualizações no Youtube, iTunes e até Spotify – um exemplo de uso das novas tecnologias para causas sociais.

Em temos de ciberbullying e com todas as preocupações constantes de a rede mundial de computadores em ser usada para o mal, traz um pouco de esperança saber que ainda é possível lançar mão das plataformas online que mais acessamos para ajudar os outros.

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