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Perdeu o amor na balada ou a linha na campanha?

Até que ponto vale a pena “enganar” o consumidor? Acabamos de presenciar uma ação que reverberou muito mal nas redes sociais, a tal de Perdi meu Amor na Balada, da Nokia. Não podemos dizer que foi um #fail total porque antes de se assumir como um viral de produto, a marca já tinha angariado os seus 96.500 curtidores pra propagar a ideia por aí, mas será que aqui vale a pena aplicar a máxima do falem mal, mas falem de mim?

Vejamos: quem comprava Nokia não vai deixar de fazê-lo por causa disso, e quem não comprava, bem, acredito que continue sem comprar. Para uma empresa que já foi a maior no ramo de telefonia celular, esse Top of Mind negativo talvez não tenha sido uma boa. É o famoso case do tiro que saiu pela culatra.

Agora vamos relembrar outro caso semelhante, o da cerveja Proibida. É provável que todos ainda se lembrem das duas lindas tchecas que causaram um furdunço na internet e posteriormente no Pânico na TV em meados de 2010/2011. Nesse caso, todo mundo sabia ou desconfiava que aquele blog fosse parte de um viral de alguma marca, e, como eram duas gostosas, todos continuaram dando ibope, afinal os meios justificavam os fins. E o fim da história foi um pouco parecido. Uns se sentiram enganados, outros acharam sensacional pelo fato de sem querer a marca ter dado a maior trollada de todos os tempos nos “sabichões” do Pânico, sem mencionar o detalhe do programa ser patrocinado pela Skol.

Talvez por não mexer com o sentimento alheio, como fez a Nokia, a campanha da cerveja tenha acabado se saindo melhor.

Mas queremos saber o que você, pensador interativo, acha desse tipo de marketing. Diga pra gente nos comentários. ; )

 

Postado por Yuri Tupper.

1 comment

  1. Roberta Moraes 25 julho, 2012 at 17:17

    É importante mostrar esse tipo de case pros clientes que acham que viral é sempre uma forma de conseguir visibilidade fácil e gratuita.

    “Ahhh, vamos fazer um viralzinho”.

    Além de não se ter uma medida para o que o público vai achar interessante já que o comportamento muda a todo instante na Internet. Há sempre risco de se virar contra a empresa.

    O case da cerveja mesmo achei péssimo! Até pq não tinha como dar certo, né? Anunciar uma cerveja em um canal de massa para todo Brasil, uma cerveja que não se encontra em lugar nenhum. Seria muito melhor terem investido em canais de venda.

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