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Viagem no Tempo e a Comunicação

Vejo vários relatos de pais e mães sobre o comportamento da geração com até 10/12 anos. São crianças que já não param mais na frente da televisão. Elas não ficam mais sentadas assistindo a uma programação que não lhes interessa. Elas só querem consumir o que gostam, na hora e local que quiserem.

Com isso penso, vem aí a geração totalmente On Demand, que irá programar seus próprios conteúdos e os assistirá na hora e pelo device que mais lhe interessar. Apesar de pensar dessa forma, isso me parece muito básico. Não pode ser só isso. É muito pouco para uma geração que já nasce com um device não mão, que não quer mais depender de um controle remoto e nem ser obrigada a seguir o que os pais fazem. Que começa a conhecer o mundo muito antes da nossa geração. Que, com certeza, com a quantidade de informações para absorver, evoluirá mais rápido.

Acredito que toda a comunicação precisará ser reinventada para conquistar essa geração: precisará ser jogada em um grande liquidificador e ser muito bem batida para tentar descobrir que linha seguir. Quando falo na comunicação, falo em tudo: conteúdos para TV, cinema, internet, mídias, comerciais, etc. É uma geração que, para ser conquistada, os criativos precisarão estar muito mais antenados do que hoje.

Sair da caixinha não será mais suficiente, terão que morar fora da caixinha. 

Talvez surja uma nova “second life”, uma “Matrix”, uma transformação tão profunda que será difícil de imaginarmos aonde iremos parar.

Na minha visão, surgirá uma nova maneira de viver, trabalhar, estudar, se relacionar. A política e economia também sofrerão com isso, já que, as pessoas no mundo se tornarão muito mais próximas do que hoje em dia. Não existirão mais fronteiras de países, todos ficarão mais unidos e as trocas de conhecimentos e informações serão instantâneas.  Os processamentos de hardwares não existirão mais, a inteligência artificial não terá mais limites.

Creio que, no próximo século, as transformações que chegarão serão tão profundas que a diferença tecnológica das gerações será cada vez mais acentuada.

Essa “viagem” que imagino é porque me surpreendo a cada dia como as informações e tecnologias, com a mesma velocidade que inovam, ficam velhas muito rápido, sendo trocadas por outras mais revolucionárias.

No momento, uma das tecnologias que mais me impressiona é a da RV – Realidade Virtual que não para de evoluir. Será ela o caminho da nossa “Matrix”? Será que o nosso futuro, ou melhor, o deles, será tipo uma RV na qual acordarão e colocarão seus capacetes e sairão para o mundo paralelo onde tudo acontecerá?

O que será que virá? Juro que fico curiosa e gostaria de ver.

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